segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Das noites com Tiê

"Well stranger,
I know nothing.
I better take a time at this time.
Je sais que tu viens
Que tu viens pour dire
Malgré ton désir
Você me chegou de mansinho
Rosa sem espinho, paz de beija-flor
Você me deixou sem saída
Fez da minha vida
A catedral do amor
Você me enlaçou docemente
Feito uma serpente, me envenenou
Eu não me importo, eu me entrego
Eu me entrego apenas quando souber
Que o que iremos passar vai ter valido uma canção
Meia hora a mais na cama na segunda-feira
Um dia chuvoso bem embaixo do edredom
Ao colo de quem me aceita assim
A tudo que puder antes que a cortina feche
Até de malas prontas, me arrisco a compor
De um jeito que ninguém sabe
Tes mots secrets
Tes mots d'amour
Sous l'oreiller
Me ver
Me achar
No seu olhar
Pra entender o que é o gostar.
E sente que o amor
Chegou na hora
E agora gosto muito de você..."

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Das noites com Tiê... Uma mistura de tudo que se ouve pra acalmar os prantos de pratos remoidos de uns verões bem passados. Deveria ser um rock in roll pra aliviar, mas o som da voz de Tiê mostra o que ainda se sente e tenta remoê-los. Faz aquilo ser real e natural. Pra se viver mais.

domingo, 23 de outubro de 2011

É que meus dedos escrevem: AMOR.
E meu coração sem olhar, nem ouvir...
não sente.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pensamento da menina:
Num sou de fases.
Só tenho um coração a dois.
Um cérebro divido em 6.
E tanto assim, que não...
Meu coração está aqui preso
Mas eu sou bicho solto.
Fera viva, sem destino.
E com um mapa tracejado a lápis
Trazendo sempre uma borracha no bolso.








“As vezes as pessoas fazem jogo duro, porque precisam saber se os sentimentos da outra pessoa são reais”

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A diversidade ou adversidade sexual?



Vivemos numa sociedade democrata, na qual podemos ter direito a escolhas, sejam elas, eleitorais ou sexuais. Contudo, optar pela diferença, ainda, é motivo de critica e sujeito de todo tipo de violência.
Existia um ar de regras e limites na humanidade, tal que para ser normal e aceito o homem devia ser o chefe da casa, o menino tinha que brincar de carrinho e ser "macho", sair apanhado nunca e chorar jamais. As mulheres serem as donas de casa, e as meninas brincarem de bonecas e aprenderem a costurar. As mulheres invadiram o mercado de trabalho, os homens assumiram a cozinha. Mudaram algumas coisas. Alguns homens começaram a sair com outros homens. Mulheres se interessaram por outras. E o mundo ficou bem mudado. Constante critica das religiões, tamanha exclusão dos gays e lésbicas pela tradicional família. O homossexual é visto como "algo" anormal, aquele que não seguiu as leis da Igreja, quem muda o trajeto da ciência. Avançamos em tecnologias, investimos nas ciências, permitiu-se transformar homem em mulher, denominamos transsexuais. Outros uniam-se as escondidas com o mesmo sexo, enquanto no seu registro civil estava escrito: casado. Atualizaram as leis, designou-se que homossexuais podem unir-se judicialmente. Concretizou-se um grande avanço.
No entanto, nem tudo é avanço, meio a mudanças, vê-se que o preconceito perpetua. Nas escolas, há agressões verbais, nas ruas a violência contra homossexuais tem aumentado e nas filas de adoções o casal gay ainda tem desvantagem meio heterossexuais. Há avanços, sim. Há respeito, também. Contudo,a aceitabilidade tem pequenos percentuais, principalmente quando trata-se da sua prole. Pois quando o filho homossexual é do outro, ouve-se dizer "temos que respeitar a diversidade, estamos no século XXI", quando o seu filho chora, "engole o choro menino, homem de verdade não chora."